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terça-feira, 3 de maio de 2011

Combate à dengue deve continuar mesmo com temperatura mais baixa



A Secretaria da Saúde fez nesta segunda-feira (02) um alerta para que a redução da temperatura não leve a população a relaxar nos cuidados com a dengue. Os técnicos lembram que cerca de 98% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, trasmissor da doença, estão dentro das residências e que, pelo acúmulo de locais propícios para sua proliferação, o mosquito é geralmente encontrado nas áreas urbanas. Por isso o combate à dengue deve ser intensificado principalmente dentro das casas e nos quintais.

Segundo Michele Caputo Neto, secretário de Estado da Saúde, é necessário ter uma atenção especial ao assunto. “A dengue é um problema sério de saúde pública. Só com o envolvimento dos gestores, sociedade civil organizada e população podemos atuar de forma efetiva para evitar novas epidemias no futuro”, afirma.

Com a chegada das temperaturas mais frias, o engajamento da população deve continuar. A Secretaria de Saúde lançou na última quarta-feira (27) o novo Programa Estadual de Controle da Dengue, que norteará as ações do Estado em relação à assistência aos doentes, vigilância epidemiológica e controle do mosquito (Aedes aegypti).

O programa também abrange a comunicação, mobilização e responsabilização dos gestores. O Programa Estadual de Controle da Dengue foi lançado durante a primeira reunião do Comitê Gestor Intersetorial e suas ações serão implantadas neste ano.

De acordo com o novo programa, a secretaria incentivará a criação de comitês intersetoriais de controle da dengue em todos os municípios do estado. O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, diz que é esperado a participação de toda a população no processo de implantação do programa.

“Com estes comitês esperamos que todas as esferas da sociedade se envolvam e discutam quais são as principais ações que podem ser executadas em cada município”, afirmou.

Além disso, outro ponto previsto no programa é a criação de ouvidorias municipais que estarão preparadas para receber denúncias, reclamações e solicitações relacionadas à dengue. Assim que a ouvidoria estiver estruturada, o número de contato deve ser divulgado em todas as unidades de saúde do município para amplo conhecimento do cidadão.

Esta é a época do ano mais propícia para se eliminar os criadouros do mosquito. Apesar dos ovos do Aedes aegypti sobreviverem por mais de um ano, eles não se desenvolvem até encontrar um clima favorável para sua eclosão. Segundo Paz, as ações de mobilização devem ser intensificadas, pois são mais efetivas neste período do ano.

“Enquanto estamos numa época do ano com temperaturas mais baixas o ciclo de desenvolvimento do mosquito é mais lento, mas eles continuam lá esperando um clima propício para sua eclosão. A recomendação é eliminá-los o mais rápido possível, evitando que eles se tornem mosquitos e refletindo em um verão com menos casos de dengue”, completou.

Medidas básicas como manter tampados caixas, tonéis e barris de água são recomendadas. Também é preciso evitar deixar água acumular em pneus, lajes e garrafas. Outra dica é manter os pratos de vasos de plantinhas com areia até a borda.

NÚMEROS – A Secretaria de Saúde divulgou nesta segunda-feira (02) o informe semanal nº 16. Foram confirmados 16.284 casos da doença, sendo 15.952 autóctones e 332 importados. Somente neste ano, o Paraná registrou 106 casos graves da dengue (febre hemorágica ou dengue com complicações) e 13 mortes.

De acordo com o informe, os municípios que mais apresentaram casos confirmados foram Londrina (5.833), Cornélio Procópio (2.461), Foz do Iguaçu (1.729) e Jacarezinho (1.433).

AEN

terça-feira, 29 de março de 2011

Secretaria da Saúde cria comitê gestor para o controle da dengue


O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou a resolução 0060/2011, que cria o comitê gestor intersetorial para o controle da dengue. “Além das ações desenvolvidas pelo programa estadual, vamos elaborar ainda no primeiro semestre o plano de ação para controle da dengue. Este substituirá o plano emergencial apresentado em janeiro deste ano”, explica o coordenador do comitê, Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde. As reuniões serão realizadas mensalmente, sempre com o intuito de avaliar a situação da doença no Estado.

Participam do comitê representantes das secretarias da Saúde, Educação, Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Comunicação Social, da Defesa Civil, da Pastoral da Criança, das Federações das Santas Casas (Femipa), das Unimeds e dos hospitais (Fehospar), dos conselhos regionais de Medicina e de Enfermagem e das Sociedades Paranaenses de Pediatria e de Infectologia. Também fazem parte do comitê a Funasa/PR, a Associação dos Municípios do Paraná e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde.

O comitê é mais uma ferramenta que a Secretaria da Saúde está adotando para enfrentar a dengue no Paraná. O Estado já liberou mais de R$ 2 milhões para contratação de agentes de endemias, compra de equipamentos, capacitações de agentes, médicos, enfermeiros e farmacêuticos, além da destinação de recursos para contratação de médicos e enfermeiros para os municípios em situação de epidemia.

CAPACITAÇÃO – Nos dias 30 e 31 de março e 1º de abril, a Secretaria da Saúde realiza em Foz do Iguaçu o treinamento para técnicos de 19 municípios que farão o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (Liraa) durante o ano. “Ampliamos de 25 para 65 o número de municípios que realizarão este índice anualmente. Isto facilitará o controle dos focos dos mosquitos”, explica Paz.

Nesta segunda-feira, o chefe do departamento de Vigilância Ambiental, Silvio Brandt, apresentou o plano emergencial de combate à dengue aos 50 novos agentes contratados pelo município de Colombo (20 agentes de endemias e 30 agentes comunitários de saúde).

INFORME SEMANAL - Foram divulgados nesta segunda-feira (28) os novos números da dengue no Paraná. Foram notificados 27.918 casos suspeitos e 5.684 casos confirmados. Quatro municípios concentram 76% dos casos. Londrina apresenta 2.534, seguida por Foz do Iguaçu (626), Cornélio Procópio (622) e Jacarezinho (577).

No entanto a maior incidência da doença está nos municípios de Jacarezinho (1.475,97 por 100 mil habitantes), Cornélio Procópio (1.321,26/100 mil habitantes) e Jataizinho (969,73/100 mil habitantes). “O governo está disponibilizando para estes municípios insumos, equipamentos e técnicos para as ações de campo e de assistência ao paciente”, afirma o superintendente.

A Secretaria da Saúde também reforça o alerta para 16 municípios considerados de alto e médio risco de ocorrência de epidemia de dengue. São eles: São Miguel do Iguaçu, Leópolis, Florestópolis, Astorga, Cambé, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Medianeira, Maripá, Santa Fé, Marialva, Matelândia, Sarandi, Goioerê, Paiçandu e Cascavel.

São municípios que apresentam o índice de infestação predial igual ou superior a 4,0% e ocorrência de casos autóctones, o que caracteriza circulação viral. No entanto, a incidência ainda está abaixo de 300 casos por 100 mil habitantes. “Estes municípios podem evitar a situação de epidemia reforçando as medidas de prevenção, isto é, eliminando os criadouros do mosquito”, ressalta Paz.

www.paranacontradengue.pr.gov.br

sexta-feira, 25 de março de 2011

Governador Beto Richa autoriza licitações de R$ 38,7 milhões para compra de medicamentos


O governador Beto Richa autorizou nesta sexta-feira (25) a abertura de licitações que somam R$ 38,7 milhões em recursos para aquisição de medicamentos. A medida beneficia mais de 11.500 pacientes de patologias como as doenças de Parkinson e de Alzheimer, esclerose múltipla e sistêmica, artrite reumatóide, entre outras, além de pacientes de transplantes renais.

As licitações serão feitas por meio de pregão eletrônico, permitindo o registro de preços para eventuais licitações futuras da Secretaria de Estado da Saúde, por um período de 12 meses. O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, informou que as compras desses medicamentos deveriam ter sido feitas no ano passado e que somente agora os recursos estão sendo liberados porque a equipe do novo governo encontrou a secretaria com dívidas de quase R$ 60 milhões e quase R$ 100 milhões em empenhos não pagos.

“O novo governo tem compromisso com a saúde e não iria prejudicar o abastecimento de milhares de pacientes que dependem de medicamentos estratégicos como esses para ter qualidade de vida”, disse o secretário.

Os procedimentos foram todos analisados e aprovados pelo comitê gestor composto pelo secretário chefe da Casa Civil, pelo procurador geral do Estado e pelos secretários da Administração e Previdência, do Planejamento e da Fazenda.