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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tenda lotada para uma conversa com José Pacheco



O diretor da UFPR Litoral, Valdo Cavallet, docentes, técnicos e estudantes receberam o educador português José Pacheco no dia 07 de novembro no campus da universidade em Matinhos. A vinda de Pacheco foi viabilizada pela cooperativa Motirõ, iniciativa de estudantes e egressos da UFPR Litoral. “Os estudantes viabilizaram o que queríamos há muito tempo”, ressaltou Valdo.

O encontro começou à tarde, em uma conversa com a equipe da UFPR Litoral. Antes de tudo Pacheco quis conhecer a experiência da UFPR Litoral e aproveitou para fazer alguns questionamentos relacionados ao seu projeto pedagógico. Docentes explicaram que a estrutura curricular da UFPR Litoral é composta por módulos, projetos de aprendizagem e interações culturais e humanísticas. O relato de Osni Arturo Francisco Júnior, um dos integrantes da Motirõ, ilustrou o processo de aprendizagem. “Um dos professores aqui presentes não me ensinou nada (polemizou). Mas ele me fez fazer questionamentos que me levaram a um lugar que de outra forma não seria possível”, contou Osni.

Pacheco trabalha e já trabalhou em comunidades com características bem parecidas com as do litoral paranaense. “Nessas comunidades o currículo escolar tem que ser caiçara. Os temas de estudo devem passar por como fazer barcos, como lidar com o mar, com o turismo e assim quem vai dar aulas são os próprios caiçaras. Todo o conhecimento pode ser construído por projetos inseridos na realidade local”, explicou Pacheco.

Para o educador, todo processo de aprendizagem passa por perguntas. “Pode-se começar com: como o que poderei contribuir para a construção da autonomia?”. E foi respondendo a perguntas e contando histórias que Pacheco falou para aproximadamente mil pessoas durante a palestra realizada à noite na Tenda da UFPR Litoral.
(fonte Assessoria UFPR-Litoral)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Governador recebe professores no Dia de Mobilização Nacional da Educação


O governador Beto Richa reafirmou nesta quarta-feira (11), ao receber dirigentes da APP-Sindicato, o apoio às causas da educação e a prioridade dada à área por seu governo. Richa recebeu dos sindicalistas uma carta com reivindicações dos professores, marcando a passagem do Dia de Mobilização Nacional – A Educação Quer Mais. O documento está sendo entregue a governantes de todas as esferas administrativas e contém os pontos centrais da pauta dos trabalhadores da educação: o cumprimento do Piso Salarial Nacional do Magistério Público vinculado à carreira; melhoria das condições de trabalho e de saúde do trabalhador e o pagamento da hora atividade de 33%, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.

Richa manifestou seu apoio à luta dos professores e disse que o governo não vai medir esforços para garantir um ensino de excelência em todo o Paraná. “Como homem público e governante, tenho na educação uma grande prioridade e não pode ser diferente. A educação é fundamental para transformar uma sociedade para melhor, para oferecer oportunidades para as pessoas”, disse Richa. “Nos somamos nessa luta nacional dos trabalhadores da educação pelo piso nacional. No Paraná, praticamente todos os professores estão acima desse piso, mas vamos continuar avançando. Temos um compromisso com a educação e com os professores”, disse o governador.

Richa comentou os avanços alcançados na área de educação quando esteve à frente da prefeitura de Curitiba e disse que a mesma prioridade será dada no âmbito estadual. “Não apenas com a qualificação e apoio aos professores, mas com um salário digno e justo, e também com investimentos na melhoria das escolas e instalações, para que ofereçam mais comodidade, conforto e segurança para toda a comunidade escolar”, disse.

PISO SALARIAL – Um dos temas abordados durante o encontro foi o cumprimento, pelo Governo do Estado do Paraná, da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de fixar o piso salarial dos professores e manter um terço da jornada de trabalho dedicado a atividades de planejamento de aulas. Segundo o vice-governador e secretário de educação, Flávio Arns, o governo aguarda a publicação do acórdão do STF que estabelecerá os termos do cumprimento da decisão. “Esperamos que o acórdão seja claro para que possamos cumpri-lo de forma sustentada e planejada no Paraná”, disse.

DIÁLOGO – Para a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, o encontro no dia de luta nacional foi muito importante para a entidade e para os trabalhadores da educação, com a oportunidade de entregar ao governador um documento que é referência em todo o País. “O governador foi bastante receptivo e respeitoso com nossa categoria e disse que o diálogo vai estar constantemente aberto para atender à educação, que é uma prioridade de seu governo”, afirmou a sindicalista. “Ele demonstrou disposição para a conversa permanente e disse que vai avançar no atendimento aos pleitos dos trabalhadores da educação e servidores do estado do Paraná”, disse ela.