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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pescadores de Amparo desenterram peixes mortos


Vistoria da Prefeitura comprova que pescadores cavaram 20 buracos e enterram de 500 a 600 quilos de peixes em cada um. Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Paranaguá (SEMMA) realizaram na manhã desta quarta-feira (12) uma vistoria na Ilha do Amparo a pedido da comunidade de pescadores que vive no local. São 145 famílias, das quais 90 dependem diretamente da pesca. Os líderes da comunidade pesqueira afirmam que em apenas um quilômetro, extensão da praia do Amparo, recolheram pelo menos dez toneladas de peixes logo após a virada de 2010 para 2011. Todo o volume foi enterrado em 20 buracos, um distante do outro 50 metros.

Cada buraco recebeu entre 500 e 600 quilos de peixes mortos, de acordo com os pescadores do Amparo. Na intenção de provar o trabalho que tiveram em recolher e enterrar os peixes, os pescadores abriram um dos buracos feitos na praia. Mesmo sem saber qual a causa, eles acreditam que a mortandade foi muito maior que a divulgada pelos órgãos ambientais e suspeitam de envenenamento provocado por algum produto químico. Somente na praia da ilha do Amparo, a quantidade de peixes encontrados mortos seria pelo menos o dobro da divulgada oficialmente através de documento conjunto emitido pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná), IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.

(fonte: Litoral Total)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CEM vê vazamento como causa remota; Prefeitura de Paranaguá discorda


A Prefeitura de Paranaguá discorda da avaliação dos técnicos do Centro de Estudos do Mar da UFPR e continua investigando vazamento químico no porto como causa da morte de toneladas peixes.

A divergência deu a tônica da reunião realizada nesta segunda-feira (10), na prefeitura com todos os órgãos envolvidos na investigação do aparecimento, nas baías de Paranaguá e Antonina, de toneladas de peixes mortos entre os dias 27 de dezembro e 3 de janeiro.

De acordo com nota técnica divulgada pelo CEM da Universidade Federal do Paraná ao final da reunião, estão descartadas duas das quatro hipóteses levantadas inicialmente: doenças e contaminação pelas toxinas de microalgas encontradas na região.

Os técnicos também consideram remota a possibilidade de vazamento químico. Segundo o CEM, a causa mais provável e que deve ser investigada com maior afinco é o descarte de peixes por alguma embarcação.

A nota também é assinada pelo Ibama, IAP, Polícia Ambiental Força Verde e Coordenadoria da Defesa Civil.

Vazamento no porto
Para a Prefeitura de Paranaguá, o vazamento ainda é uma das causas mais prováveis, ao lado do descarte criminoso. “As duas hipóteses têm o mesmo peso”, afirmou o vice-prefeito Fabiano Elias. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, o presidente da Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Paraná, Edmir Manoel Ferreira, tem a mesma opinião.

“Paralelamente às pesquisas do CEM, a Prefeitura de Paranaguá fez o encaminhamento de três quilos de manta de contenção usadas num vazamento que ainda não explicado. Desta análise foram encontrados produtos químicos nocivos à saúde”, informa o site do município.

O secretário de Meio Ambiente de Paranaguá, Paulo Emanuel do Nascimento Júnior, informa que no dia 27 de dezembro houve um vazamento de produto químico entre os berços 214 e 217 do Porto de Paranaguá.

Barcos pesqueiros
A prefeitura acredita que a hipótese de vazamento químico estaria sendo descartada porque foi encontrado um barco pesqueiro. “Porém, este barco pesqueiro é de camarão e não de peixes, o que descarta a possibilidade de descarte, pela incapacidade de volume de carga e tipo de embarcação”, diz a prefeitura.

Para o CEM, "mesmo que análises adicionais nos organismos afetados venham a mostrar a presença de algum contaminante químico, não seria possível relacioná-la a um único vazamento ou evento de contaminação e atribuí-la como a causa da mortalidade da sardinha-xingó". Segundo a nota técnica, o fato de atingir particularmente essa espécie também diminui a possibilidade de contaminação química.

Sem muita convicção, os técnicos do CEM continuam investigando possível contaminação por vazamento de amônia. O resultado deve ficar pronto próxima quinta-feira.

O trabalho do CEM, Força Verde e Ibama vai se concentrar nas informações sobre as embarcações que circularam entre 28 e 30 de dezembro na região. A Polícia Federal também entrou no caso.

Foto: Prefeitura de Paranaguá

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Peixes foram despejados na Baía de Paranaguá, afirma a Polícia Ambiental


Os peixes que apareceram mortos na Baía de Paranaguá, no Litoral de Paraná, foram despejados no local por um navio pesqueiro. Essa foi a conclusão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Polícia Ambiental, após consultarem as análises feitas pelo Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR). O fato será confirmado em uma reunião na prefeitura de Paranaguá na tarde desta segunda-feira (10), às 16h30.

De acordo com o capitão Durval Tavares Júnior, comandante da companhia de Polícia Ambiental do Litoral, a nota técnica dos pesquisados do CEM-UFPR que confirma o que até então era uma hipótese - de que os peixes foram descartados na baía - também será apresentada na reunião desta segunda.

O comandante da companhia de Polícia Ambiental do Litoral afirmou que as análises feitas na sardinha-xingó pelo CEM-UFPR indicaram que os animais não estavam doentes.

Além disso, não foram encontrados resquícios de produtos químicos nas amostradas de sardinha estudadas, o que descarta a hipótese de que a mancha verde que foi vista na água (em 27 de dezembro) tenha ocasionado a mortandade. “O CEM concluiu ainda que algas tóxicas não causaram a mortandade dos peixes”, afirmou o capitão Tavares.

Um inquérito foi aberto para investigar o caso e a agora a Polícia Federal quer descobrir quem despejou os peixes na Baía de Paranaguá.

Número oficial

Cinco toneladas de peixes foram encontrados mortos na Baía de Paranaguá, de acordo com os órgãos ambientais, que não confirmaram os dados repassados pelos pescadores. A estimativa feita pelo presidente da Federação das Colônias de Pescadores de Paranaguá, Edmir Manoel era de que cerca de 60 toneladas de peixes tinham aparecido mortos na baía desde 30 de dezembro.

Fonte RPC

sábado, 8 de janeiro de 2011

Liberado consumo de peixes da baía de Paranaguá


Retirada a recomendação contra consumo de peixe da baía de Paranaguá e da pesca na região. A restrição, feita pela Secretaria Municipal de Saúde, permanece apenas para a sardinha xingó.

A decisão foi tomada pela prefeitura de Paranaguá na sexta-feira (7) depois de uma reunião entre os 17 órgãos que atuam no caso da mortandade de peixes no final de dezembro.

Durante a reunião, o capitão Tavares, da Força Verde, confirmou que foi constatado o fim da mortandade de sardinhas da espécie xingó na baía de Paranaguá. As equipes do IAP, Centro de Estudos do Mar, Ibama e Polícia Ambiental percorreram todos os locais, inicialmente, onde foi encontrado um grande volume de sardinhas mortas entre os dias 27 e 31 de dezembro.

O caso já provocou a instauração de inquérito na Polícia Federal após denúncia do Ministério Público.

Cestas básicas
A entrega de cestas básicas do Ministério da Pesca e Aquicultura para 444 famílias de pescadores cadastradas pela Coordenadoria da Defesa Civil começou na sexta-feira. Estas cestas básicas serão destinadas às comunidades de Ponta do Ubá, Eufrasina, Europinha, Teixeira, Amparo, Piaçaguera, São Miguel e Vila Guarani.

fonte: Asscom Prefeitura de Paranaguá)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pesquisadores tem 4 hipóteses para a morte de peixes no PR


Os pesquisadores do Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná, trabalham com quatro hipóteses como causas da mortandade de peixes na Baía de Paranaguá. Desde a semana passada, cerca de cem toneladas de peixes mortos apareceram nas ilhas e margens da baía.

Foram recolhidas amostragens da água e também alguns peixes vivos para ajudar nas investigações. As suspeitas são: floração de algas tóxicas, vazamento de produtos químicos, descarte do pescado no mar ou até uma possível patologia de algumas espécies. De acordo com a chefe da Defesa Civil de Paranaguá, Márcia Garcia, o número de peixes mortos pode ser bem maior. Ainda não há previsão de quando o resultado da análise vai ser divulgado. Vários pescadores da região estão sem condições de trabalho. 444 deles começaram a receber hoje cestas básicas da Defesa Civil. A orientação é que a população evite consumir peixes, principalmente sardinhas, no município. Márcia Garcia explica que a medida é preventiva. Mesmo assim, o mercado de pescado funciona normalmente. Os peixes mortos estão sendo recolhidos e enterrados, devido ao forte cheiro.