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sábado, 19 de novembro de 2011

Estaleiro de reparos navais poderá ser instalado em Paranaguá



Uma empresa norte-americana está finalizando os estudos de viabilidade técnica para a instalação de um estaleiro de reparos na região do Porto de Paranaguá, no Paraná. Há um ano a empresa McQuilling Services está fazendo estudos para averiguar qual região do Brasil seria a ideal para receber um empreendimento deste tipo. O empreendimento, orçado em R$ 500 milhões, estará pronto para entrar em funcionamento em 2015 e gerará mil empregos diretos e mil empregos indiretos.

O estaleiro terá duas docas, 1800 metros de cais e será instalado numa área de 850 mil metros quadrados. Uma vez pronto, será o maior estaleiro do Brasil e uma de suas docas – a de maior porte – será a maior de toda costa leste americana.

“Considerando diversas variáveis, acreditamos que o Paraná seria o melhor local para receber o estaleiro em função da localização geográfica privilegia e mão de obra qualificada”, explicou David Saginaw, diretor comercial da empresa que fez a apresentação do projeto.

O secretário de estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Maron, o capitão dos portos do Paraná, José Henrique Rabello, diretores e engenheiros da Appa, além de técnicos do Instituto de Engenharia do Paraná, assistiram à apresentação. “É importante que diferentes atores do nosso sistema estejam reunidos para conhecerem o projeto e verificar como cada um pode ajudar para que ele seja implementado. Um estaleiro deste porte trará muito desenvolvimento para o Paraná”, afirmou o secretário José Richa Filho.

Capacidade – Os técnicos da empresa McQuilling Services verificaram que há grande demanda por serviços de reparos navais, principalmente para navios de grande porte. Existem cerca de 29 mil navios no mundo, com capacidade para 10 mil toneladas ou mais. Destes, cerca de oito mil navegam pela América do Sul todos os anos, o que gera uma demanda de reparos de 1500 navios deste porte anualmente. “O estaleiro que queremos instalar aqui estaria apto a atender 8% deste mercado, que significa 121 navios por ano. É um volume grande, que manterá o estaleiro ocupado o ano inteiro”, avaliou Saginaw.

Entre as regiões que estão sendo estudadas pela empresa para a instalação do empreendimento está a região do Embocuí.

domingo, 14 de agosto de 2011

Paraná prepara educadores para atender alunos superdotados -


A Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (Deein), realizou nesta semana um curso com o objetivo de instruir profissionais da Educação para os encaminhamentos necessários à oferta de atendimento especializado à inclusão de alunos com altas habilidades - também conhecidas como superdotação - nos estabelecimentos da rede estadual de ensino.

O evento, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de agosto, trouxe subsídios teóricos, fundamentação legal e sugestões de ações pedagógicas aos 100 participantes, formados por representantes dos Núcleos Regionais de Educação (NREs), professores, diretores e pedagogos.

De acordo com a diretora do Deein, Walquiria Onete Gomes, uma das intenções do curso é a formação de multiplicadores. “É importante termos em cada núcleo pessoas que consigam identificar nos alunos não apenas características relacionadas a transtornos de aprendizagem mas também os com altas habilidades”, afirmou.

Ela ressaltou que a superdotação não é uma característica negativa, entretanto, se não receber o estímulo necessário, o estudante pode apresentar desinteresse e problemas de comportamento, muitas vezes confundidos com hiperatividade.

Walquiria aproveitou a ocasião para anunciar a Instrução nº 10/2011, que estabelece os critérios do funcionamento da Sala de Recursos Multifuncional para a educação básica na área das altas habilidades/superdotação.

“Diferentemente das outras áreas atendidas pela Educação Especial, que precisam de reforço em conteúdos curriculares, as altas habilidades necessitam ampliar os estudos na área de interesse do aluno, superando o que está previsto no currículo”, explicou.

Denise Matos, coordenadora do setor de Altas Habilidades do Deein, informou que em toda a rede estadual de ensino existem 411 alunos identificados com superdotação, frenquentando 33 Salas de Recursos adaptadas para eles.

“Com a publicação da Instrução nº 10/2011 vai ficar mais fácil estender esse atendimento para um número maior de estudantes. Basta a escola solicitar esse serviço de apoio à Seed via ofício e justificar a sua necessidade”, informa.
“Acompanho o Paraná há mais de 10 anos e pude presenciar com orgulho o crescimento das ações voltadas para a superdotação. Este Estado é a menina dos meus olhos”, elogia.

fonte AEN

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Recuperação do acesso ao porto é autorizada


A recuperação do acesso rodoviário ao Porto de Paranaguá pela Avenida Airton Sena foi autorizada, em Brasília, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O anúncio foi feito durante audiência do diretor do órgão, Luiz Antonio Pagot, com o secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

São cinco quilômetros e oitocentos metros que serão recuperados por meio de uma concorrência emergencial, para atender ao tráfego diário de 4.500 caminhões. O DNIT também anunciou a inclusão, no orçamento de 2012, de verbas para a elaboração de um novo projeto para a rodovia, incluindo os acessos ao porto, ao centro do município e às praias.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Secretário vai a Brasília tratar da licença para dragagem no Porto de Paranaguá


O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, vai a Brasília na próxima semana para tratar da licença ambiental para dragagem do canal de acesso e da bacia de evolução do Porto de Paranaguá. “A dragagem dos berços de atracação do Porto de Paranaguá, no início do governo, foi a primeira grande intervenção no sistema paranaense multimodal de transporte. Agora vamos das um passo adiante”, afirmou o secretário, que em Brasília terá reuniões no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela emissão da licença.

Manter o modal marítimo totalmente operacional - lembrou o secretário - é fundamental para a economia e cabe ao Estado ficar atento às necessidades do mercado e buscar as melhores soluções ambientais e técnicas para atender as classes produtoras. Outro assunto a ser tratado com o Ibama é o aprofundamento das cortinas de contenção do cais, o que possibilitará aumentar o calado dos berços, permitindo a chegada de navios de grande porte.

ATUAÇÃO SISTÊMICA – José Richa Filho destaca que o Paraná possui um importante complexo portuário, formado por Paranaguá e Antonina, além da possibilidade de ter o porto de Pontal do Paraná. “No futuro, certamente teremos terminais diferenciados para diversos produtos e o litoral do Paraná ganhará maior importância estratégica no âmbito do Mercosul com portos multipropósitos”, afirma.

Com relação à construção do novo porto de Pontal, na entrada da baía de Paranaguá, ele defende a participação da iniciativa privada em parceria com o governo, em uma “aposta no futuro.”

O secretário da Infraestrutura e Logística disse que não adianta resolver apenas os problemas de Paranaguá sem atender as demais vias (rodovia, alcooduto, hidrovia e ferrovia) que atendem o escoamento, e vice e versa. “O Estado precisa atuar de forma sistêmica investindo em todos os modais. O sistema hidroviário, especialmente do noroeste paranaense, não pode ser apenas um apêndice da hidrovia Paraná-Tietê, que atende a economia paulista e rios como o Ivaí. Precisamos de novas avaliações para sabermos da viabilidade econômica para a implantação de um novo modal de transportes dentro do Estado”, salientou José Richa Filho.