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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Portos do Paraná fecham 2011 com 41 milhões de toneladas movimentadas


Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam o ano de 2011 com 41 milhões de toneladas de cargas movimentadas. O volume é o maior registrado na história dos portos e, no comparativo com o ano de 2010, registrou um crescimento de 8%.
Considerando apenas a movimentação do Porto de Antonina – que no ano passado recuperou boa parte da movimentação de mercadorias – o crescimento foi de 400%, com 1,54 milhão de toneladas movimentadas. Este salto foi registrado principalmente pelo uso do porto como alternativa ao desembarque de fertilizantes.
Outro destaque na movimentação foi a exportação de soja. Em 2011 foram 7 milhões de toneladas exportadas, volume 30% ao superior ao registrado em 2010. Considerando toda a movimentação do Corredor de Exportação, foram 14 milhões de toneladas de soja, milho, farelo de soja, açúcar e trigo exportados. A marca é histórica e a maior registrada pelo Corredor, desde 2001.
“O ano de 2011 foi muito bom para os portos paranaenses. Batemos diversos recordes, recuperamos muitas cargas e a expectativa para 2012 é aumentar ainda mais estas marcas. Só na exportação de granéis, devemos ter um aumento significativo”, afirmou o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Vidal Maron.
A exportação de açúcar fechou o ano em alta de 13%, totalizando 4 milhões de toneladas movimentadas. Os fertilizantes registraram alta de 25% em relação a 2010, fechando o ano com 9 milhões de toneladas importadas do produto.
A movimentação de veículos também registrou alta. Foram cerca de 230 mil unidades, volume 27% superior ao registrado no ano anterior. A movimentação de contêineres registrou leve alta, fechando 2011 com 680 mil TEUs movimentados.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Porto de Paranaguá é líder nacional em exportações do complexo soja



O porto de Paranaguá lidera o ranking nacional dos portos que mais exportam produtos do complexo soja (soja, farelo e óleo). De janeiro a novembro, foram 11,6 milhões de toneladas de produtos exportados, deixando para trás portos como Santos (SP), Rio Grande (RS) e São Francisco do Sul (SC). O volume movimentado é 7% superior ao registrado em 2010 e corresponde a 25% do volume nacional exportado. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Considerando os produtos separadamente, Paranaguá é líder na exportação do farelo de soja e no óleo de soja. De farelo, até novembro, foram exportados 4,2 milhões de toneladas, quase o dobro do que é movimentado pelo porto do Rio Grande, que ocupa o segundo lugar da lista, com 2,8 milhões de toneladas exportadas.

Paranaguá exportou até novembro 732,8 mil toneladas de óleo de soja, o que corresponde a 46% do volume nacional exportado.

O porto ainda ocupa a vice-liderança nacional na exportação de soja em grão. Até novembro, foram exportadas 6,6 milhões de toneladas, contra 8,6 milhões de toneladas exportadas por Santos. No entanto, o volume do grão exportado por Paranaguá apresentou alta de 27% em relação ao ano passado, batendo o recorde de exportação registrado em 2003, quando foram exportadas 5,7 milhões de toneladas do produto pelo Porto. Em Santos, a movimentação do produto cresceu 5% no período, e a média nacional de crescimento não passou de 10% em 2011.

“Estamos conseguindo recuperar cargas que deixaram de ser movimentadas por Paranaguá nos últimos anos. Exportadores que deixaram de usar nossa estrutura estão voltando. A dragagem que fizemos no início do ano contribuiu muito para atingirmos estes números”, afirmou o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sistema operacional do Porto de Paranaguá serve de modelo para o Porto do Pecém (CE)



Técnicos do porto do Pecém, no Ceará, estiveram nesta terça-feira (29) no Porto de Paranaguá. Três diretores do terminal vieram conhecer de perto o sistema de produtividade mínima adotado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), bem como o sistema de cobranças tarifárias.

Com apenas nove anos de atividade, o Porto do Pecém possui pouca experiência no estabelecimento de normas operacionais, o que fez com que um grupo de diretores visitasse Paranaguá para conhecer melhor o sistema operacional adotado.

Eles foram recebidos pelo superintendente Airton Vidal Maron. “Consideramos sempre muito importante esta troca de experiências com outros portos. Para nós é uma honra poder dividir nossa experiência e ajudar no que pudermos. Por outro lado, sempre podemos também aprender nesta troca de informações. Eles estão instalando um sistema de monitoramento e segurança bastante semelhante ao que estamos implantando em Paranaguá. Podemos aprender também com a experiência deles”, disse Maron.

Além de informações técnicas operacionais, os diretores do porto do Pecém também vieram buscar informações sobre os sistemas de arrendamentos e contratos, nos quais Paranaguá possui mais experiência.

O Porto do Pecém é o maior exportador de frutas do Brasil. De acordo com o diretor de desenvolvimento comercial do Porto, Francisco Gomes Oliveira, 43% das frutas brasileiras são exportadas pelo terminal cearense e o principal destino é a Europa.

Considerando o total de cargas movimentadas por Pecém, os contêineres dominam a operação, com 50% do volume total. Além disso, são movimentados minérios, produtos siderúrgicos e gás natural.

Em 2011, o Porto do Pecém deve fechar o ano com a movimentação de 3,8 milhões de toneladas de mercadorias. Os portos de Paranaguá e Antonina, até hoje, já movimentaram 37 milhões de toneladas de mercadorias, devendo ultrapassar o volume registrado em 2010, que foi de 38 milhões de toneladas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Paranaguá: Acidentes envolvendo Trabalhadores Portuários Avulsos caem 30%



Os acidentes envolvendo Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) que atuam no Porto de Paranaguá caíram 30% no último ano. O dado foi divulgado na manhã desta segunda-feira (21) pelo Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (OGMO-PR) durante a abertura da XI Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário (SIPATP). O evento, promovido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) em conjunto com o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO-PR) e empresas parceiras, visa promover a saúde e segurança do trabalhador nas atividades que exerce.

“Até outubro, foram registrados 95 acidentes envolvendo TPAs. No mesmo período de 2010, foram 140 acidentes. Nossa meta é zerar estes índices”, afirmou o gerente operacional do OGMO, Manoel Rubens de Magalhães.

Este ano, o tema da XI SIPATP é “Segurança Absoluta: esta é a nossa meta”. Até a próxima sexta-feira (25), funcionários do Porto de Paranaguá, Trabalhadores Portuários Avulsos e funcionários de 15 empresas do setor que apóiam o evento participam de palestras interativas e lúdicas.

Neste primeiro dia, os funcionários assistiram a uma peça de teatro intitulada “As 5 portas que levam ao acidente”. Três atores interagiram com a platéia, mostrando que os fatores desencadeadores dos acidentes podem ser evitados.

“Sensibilizar os trabalhadores sobre a importância das questões de segurança, meio ambiente e saúde através destas palestras interativas é muito mais proveitoso. Estamos inovando a linguagem este ano e acreditamos que o resultado será bastante positivo”, avaliou o superintendente da Appa Airton Vidal Maron.

sábado, 19 de novembro de 2011

Estaleiro de reparos navais poderá ser instalado em Paranaguá



Uma empresa norte-americana está finalizando os estudos de viabilidade técnica para a instalação de um estaleiro de reparos na região do Porto de Paranaguá, no Paraná. Há um ano a empresa McQuilling Services está fazendo estudos para averiguar qual região do Brasil seria a ideal para receber um empreendimento deste tipo. O empreendimento, orçado em R$ 500 milhões, estará pronto para entrar em funcionamento em 2015 e gerará mil empregos diretos e mil empregos indiretos.

O estaleiro terá duas docas, 1800 metros de cais e será instalado numa área de 850 mil metros quadrados. Uma vez pronto, será o maior estaleiro do Brasil e uma de suas docas – a de maior porte – será a maior de toda costa leste americana.

“Considerando diversas variáveis, acreditamos que o Paraná seria o melhor local para receber o estaleiro em função da localização geográfica privilegia e mão de obra qualificada”, explicou David Saginaw, diretor comercial da empresa que fez a apresentação do projeto.

O secretário de estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Maron, o capitão dos portos do Paraná, José Henrique Rabello, diretores e engenheiros da Appa, além de técnicos do Instituto de Engenharia do Paraná, assistiram à apresentação. “É importante que diferentes atores do nosso sistema estejam reunidos para conhecerem o projeto e verificar como cada um pode ajudar para que ele seja implementado. Um estaleiro deste porte trará muito desenvolvimento para o Paraná”, afirmou o secretário José Richa Filho.

Capacidade – Os técnicos da empresa McQuilling Services verificaram que há grande demanda por serviços de reparos navais, principalmente para navios de grande porte. Existem cerca de 29 mil navios no mundo, com capacidade para 10 mil toneladas ou mais. Destes, cerca de oito mil navegam pela América do Sul todos os anos, o que gera uma demanda de reparos de 1500 navios deste porte anualmente. “O estaleiro que queremos instalar aqui estaria apto a atender 8% deste mercado, que significa 121 navios por ano. É um volume grande, que manterá o estaleiro ocupado o ano inteiro”, avaliou Saginaw.

Entre as regiões que estão sendo estudadas pela empresa para a instalação do empreendimento está a região do Embocuí.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Porto de Paranaguá recebe primeiro navio de cruzeiros da temporada


A chegada do navio de cruzeiros alemão Aida Cara ao Porto de Paranaguá movimentou o Litoral do Paraná nesta quinta-feira (17). Brindados com um dia ensolarado, quase todos os 1.400 passageiros de origem alemã, austríaca e suíça, além de parte da tripulação, aproveitaram para sair da embarcação e conhecer a cidade e passear pela região. Um dos destinos mais procurados foi a Ilha do Mel, mas a maioria preferiu mesmo passear pela área histórica de Paranaguá.

“Tivemos uma ótima impressão nesta primeira passagem, por Paranaguá. Aqui não tem um terminal de passageiros, mas as condições de segurança e limpeza do cais são excelentes. Esperamos que esta seja a primeira de muitas passagens neste porto”, afirmou o capitão do navio, Thomas Mey, que recebeu os secretários de Turismo, Faisal Saleh, e de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o superintendente do porto, Airton Vidal Maron.

Faisal Saleh mostrou-se entusiasmado com a passagem do Aida Cara por Paranaguá e disse que este é o primeiro passo para uma grande mudança do perfil de toda a região litorânea, pela movimentação do comércio, do artesanato e da oferta de serviços ligados ao turismo. “Esta é a primeira grande conquista e vai nos ajudar a negociar em âmbito nacional. Vamos nos preparar cada vez melhor para receber esses visitantes estrangeiros e brasileiros”, disse Saleh. “Neste ano teremos paradas técnicas. Na próxima temporada teremos paradas regulares, como parte oficial dos roteiros, e vamos consolidar essa atividade no futuro, com um terminal de passageiros”, afirmou.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a soma de esforços entre governo do estado, porto e prefeitura garantiu o sucesso da operação. “A estrutura hoje não é espetacular, mas funcionou muito bem”, disse Richa Filho. “Estamos construindo uma relação. Vamos aprender todos juntos, descobrir as demandas desses turistas e nos próximos encontros estaremos melhor preparados, oferecendo cada vez mais serviços de melhor qualidade”, afirmou o secretário.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Movimentação de cargas no Porto de Paranaguá cresce 5,8%


O Porto de Paranaguá movimentou 27,1 milhões de toneladas de mercadorias de janeiro a agosto de 2011, com aumento de 5,8% sobre a movimentação de cargas no mesmo período de 2010. De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), houve crescimento em todos os segmentos, de granéis sólidos e carga geral até veículos e contêineres.
Dois terços do volume movimentado pelo porto de Paranaguá neste ano correspondem a granéis sólidos produzidos pelo agronegócio, que apresentaram aumento de 5,8% em relação a 2010, totalizando 17,4 milhões de toneladas. Esse volume inclui soja, farelos, milho e açúcar, além da importação de fertilizantes.
O superintendente da Appa, Airton Vidal Maron, afirmou que os números representam a força da economia nacional e um sinal claro da retomada da confiança do setor produtivo nos portos paranaenses. “O governo Beto Richa começou o ano fazendo a dragagem emergencial no porto e tem feito muitos esforços para modernizar o Estado, recuperar a infraestrutura e atrair novos investimentos, que gerem emprego, renda e riqueza ao Paraná. Isso se reflete na atividade do porto”, disse Maron.
O destaque do ano fica por conta da exportação de soja em grão, com 5,4 milhões de toneladas transportadas nos oito primeiros meses do ano — 11 % a mais do que em 2010. A importação de fertilizantes teve alta de 26% até agosto, passando de 5,25 milhões de toneladas para 6,6 milhões.
No mesmo período, a movimentação de milho cresceu 3,4% e chegou a 1,2 milhões de toneladas. O açúcar teve movimentação 14% maior, alcançando 2,6 milhões de toneladas. A movimentação de carga geral cresceu 2,6%, para 6,3 milhões de toneladas, entre exportação e importação.
A exportação e a importação de veículos pelo porto de Paranaguá também foram significativas de janeiro a agosto, com crescimento de 20,8% sobre o mesmo período do ano passado, passando de 109,5 mil para 132,4 mil unidades.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ibama promete acelerar licenças para dragagem do Canal da Galheta


O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Américo Ribeiro Tunes, afirmou nesta terça-feira (22/02) que vai dar celeridade ao pedido de licença ambiental para a dragagem de aprofundamento do Canal da Galheta e da bacia de evolução dos navios que chegam aos portos paranaenses. A intenção é que a obra seja iniciada em julho e deve custar cerca de R$ 100 milhões, a serem pagos com recursos da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

A informação foi dada ao superintendente dos portos, Airton Vidal Maron, que esteve em Brasília para entregar o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) dos terminais portuários do Estado. “O presidente do Ibama demonstrou muita boa vontade em nos ajudar e inclusive já marcou para 25 de abril a audiência pública para discussão do EIA/RIMA. Ele entendeu que a celeridade ao processo de licenciamento é muito importante para nós”, explicou Maron.

O superintendente disse que o governo estadual está empenhado em resolver toda a problemática dos últimos anos relativa aos licenciamentos ambientais dos portos. “Queremos ter um bom relacionamento junto aos órgãos ambientais competentes e realizar as campanhas de dragagem no menor tempo possível”, disse Maron.

Na próxima semana, a Appa entregará ao Ibama a documentação para a obtenção da licença de operação, que permitirá a realização da dragagem de manutenção da Galheta e da bacia de evolução. “Em uma semana estaremos com todas as ações junto ao Ibama restabelecidas”, explicou o superintendente.

A entrega desta documentação permitirá realizar além das obras de dragagem, a obra de construção das cortinas de contenção, que permitirão que os berços do Porto de Paranaguá passem a ter 14,5 metros de profundidade. Serão entregues as adequações em três documentos já entregues ao Instituto: o Plano de Emergência Individual (PEI), o Relatório de Controle Ambiental (RCA) e o Plano de Controle Ambiental (PCA).

Desde janeiro, um grupo de trabalho formado por membros da Appa, da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Instituto das Águas do Paraná está trabalhando em conjunto para agilizar a regularização ambiental dos portos paranaenses. A expectativa é que, em dois meses, a Appa obtenha a licença de operação para realização de todas as obras de dragagem e infraestrutura.

Dragagem – A Appa já realizou a dragagem dos berços de atracação do Porto de Paranaguá. A campanha, que custou R$ 2,5 milhões e foi paga com recursos próprios da Appa, retirou 110 mil metros cúbicos de sedimentos e permitiu que os berços de atracação voltassem a ter a profundidade original, que varia de 8 a 12 metros.

Com a obtenção de todas as licenças necessárias, a expectativa da Appa é iniciar imediatamente depois da dragagem de manutenção, a campanha de dragagem de aprofundamento. Esta obra ainda não tem custo final estimado, mas será paga com verbas do Governo Federal, que destinará R$ 53 milhões à Appa, através de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Porto de Paranaguá terá sistema mais seguro de embarque de granéis


Foi apresentado na tarde desta quinta-feira (20), em Paranaguá, o projeto de modernização do corredor de exportação que prevê, entre outras coisas, a implantação de balanças de fluxo que tornarão o embarque de granéis mais seguro no Porto. Operadores portuários, técnicos e engenheiros da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) participaram da reunião para discutir detalhes do novo projeto. Ele está sendo formulado por uma empresa privada.

Os trabalhos começaram há três meses e o projeto compreende a instalação de novos equipamentos no corredor de exportação, que atendem às normas atuais de segurança e agilidade nos embarques.

De acordo com Ary Correa Junior, diretor da MCA Sul, empresa contratada para desenvolver o projeto de modernização, com a conclusão do projeto, o corredor de exportação do Porto de Paranaguá será 100% automatizado. “Além de termos mecanismos que nos permitirão controlar a cadência dos fluxos, teremos mais segurança operacional. Este é o principal ganho”, explicou.

O projeto compreende também a instalação de balanças de pesagem próximas aos navios com fiscalização direta da Receita Federal. Ao todo serão oito balanças. Atualmente, nove terminais (sendo sete privados e dois públicos) são interligados ao corredor de exportação. Cada terminal pesa a sua carga em balanças aferidas e fiscalizadas pela Receita Federal e manda para os navios através das esteiras.

O sistema vai funcionar assim: a carga de granéis é descarregada nos terminais e segue pelas correias transportadoras até o carregador de navios, para ser embarcada. As novas balanças serão instaladas pouco antes da carga ser depositada no porão dos navios, dando 100% de segurança na quantidade de carga embarcada.

PIERS - O projeto de modernização prevê ainda a construção de piers em forma de T, paralelos ao cais existente, e que possibilitará a atracação de quatro navios simultaneamente. De acordo com Correa, um dos berços será especializado para receber navios de grande porte, chamados de “cape size” e que embarcam cerca de 110 mil toneladas de grãos. Os demais três berços serão feitos para receber navios “Post Panamax”, que embarcam cerca de 75 mil toneladas de granéis.

Serão necessários mais três meses para que o projeto de modernização do corredor esteja concluído. O custo final da implantação do projeto ainda não foi calculado porque é preciso definir especificações técnicas que estão em discussão. A expectativa é que o novo corredor esteja funcionando em dois anos e meio.

COMISSÃO - A Comissão Especial de Auditoria instalada pelo superintendente da Appa, Airton Vidal Maron, para a fiscalização dos processos investigados pela Polícia Federal já começou a trabalhar. Ela é formada por seis funcionários da Appa e irá investigar também os processos de aditivos contratuais que foram questionados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). “Nossa intenção é descobrir onde houve problemas e evitar que ocorram novamente. Seremos enérgicos na apuração dos fatos e na punição de quem esteja envolvido com possíveis fraudes”, disse o superintendente.

As auditorias internas vão apurar ainda a operação dos terminais que exportam granéis e havendo comprovação de fraude eles poderão ser punidos até com a rescisão do contrato de arrendamento.

Foto: Ary Correa Junior, diretor da MCA Sul, com a conclusão do projeto, o corredor de exportação do Porto de Paranaguá será 100% automatizado. Paranaguá, 20-01-2011. Foto: Asscom